A legenda é um mal nem sempre necessário, utilizando-se em último recurso, quando se esgotaram as outras alternativas de identificação das séries.
Um gráfico tem sempre um conjunto de custos cognitivos que deduzem ao seu valor. O custo de uma legenda é tanto maior quanto maior for a necessidade de utilizá-la para identificar as séries e a distância em que foi colocada (obrigando a um movimento do olhar que percorre de forma pendular a distância entre as séries e a legenda).
No exemplo à direita, o primeiro gráfico tem a legenda em baixo, dificultando a identificação das séries e obrigando a memorizar as correspondências. No segundo gráfico, a identificação foi colocada dentro do perímetro de visualização das séries, facilitando a concentração do leitor na interpretação do conteúdo.
Outras alternativas de identificação são possíveis. Um gráfico muito usado (e de forma recorrente) por uma comunidade de utilizadores pode prescindir da identificação, porque há uma legendagem implícita que é reconhecida por todos (”o nosso produto é a linha vermelha, o da concorrência é a azul”). Um gráfico de barras comparando número de dias de sol com dias de chuva poderia preencher as colunas com padrões de sol e chuva (não sei se gostaria deste, mas…).
Veja também:
- Os mal amados gráficos de dispersão O blog JunkCharts reproduz um gráfico da Scientific American que...