Continuamos a saga de compreender a estrutura do consumo familiar na Europa através de diferentes representações gráficas.
Diria que esta é, provavelmente, a mais consensual. Estamos a falar de um número elevado de países, com dados em percentagem com a proporção de cada categoria no todo, pelo que as barras (ou colunas) empilhadas seriam a escolha óbvia.
É a escolha mais fácil. Faz-se num minuto sem grandes estados de alma nem preocupações sobre a leitura e compreensão dos dados. Mas tenho sérias dúvidas sobre a sua eficácia. Repare que só em duas séries (na primeira e na última) os países podem ser comparados com facilidade, porque as barras estão alinhadas. Nos outros casos, a comparação é quase impossível. Por exemplo, o peso da categoria “Housing” é maior na Roménia ou na Noruega?
O número elevado de séries (12) obriga a uma nem sempre fácil selecção de cores, e cria uma extensa legenda, que os olhos têm sistematicamente de consultar, aumentando a necessidade de processamento cognitivo, isto é, tornando o gráfico difícil de ler. (Veja aqui uma outra análise deste formato gráfico.)
O gráfico de barras empilhadas é primo dos gráficos circulares (imagine as barras empilhadas como um leque fechado e um gráfico circular como um leque aberto…). Apesar de tudo, para um grande número de dados parece-me vantajoso do ponto de vista da densidade de informação e porque permite um mínimo de comparação. Julgo que, apesar de tudo, é mais fácil apreender a informação na tabela apresentada na Parte 1. A avaliação provisória é, por isso, de 2/5.
Quer participar neste exercício? Envie-me por email a sua representação gráfica destes dados para publicação no blog (use os dados do ficheiro Excel).
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