Um gráfico não é uma tabela nem deve ser tratado como tal. Encontro com frequência gráficos como o do lado em que o autor, na ânsia de precisão, inclui os valores absolutos de cada barra, por vezes com casas decimais. Isto é errado porque é difícil ler os valores sobre as colunas e compará-los (a função de tabela não é adequada) e a representação visual perde-se devido ao excesso de lixo (a função do gráfico não é cumprida). Em vez de 2-em-1 não temos nem uma coisa nem outra.
O gráfico deve ser simplificado anotando apenas os casos excepcionais. Os valores nos eixos podem ter uma escala ajustada, melhorando a sua leitura e dando mais espaço para a representação gráfica.
Se o utilizador necessita de ter acesso aos dados, há várias opções possíveis, quer escondendo linhas com a função de “outline” no Excel e abrindo-as apenas se necessário, um botão de hiperlink junto ao gráfico no Powerpoint que mostre um outro slide com os dados, etc.
Veja também:
- Um gráfico não ilustra números Muitos gráficos resumem-se a ilustrar números, o que pouco acrescenta...
- Mandamentos: Um gráfico não chama a atenção para si próprio Um gráfico que é mais notado pelo fogo de artifício...
- Anatomia de um mau gráfico Há gráficos consensualmente maus. Desses não falaremos. Falaremos dos outros,...
- Exemplo de gráfico de dispersão com séries temporais O Junk Charts mostra um gráfico publicado no New York...
- Como fazer uma pirâmide etária em Excel Talvez por já ter escrito aqui sobre pirâmides etárias,...